sábado, 16 de outubro de 2010

Post 120

Achei lindo este texto. Estava procurando por outra coisa, mas acabei dando de cara com ele. É meio deprimente, eu sei, e totalmente fora da minha realidade atual, pois estou completamente apaixonada pelo meu amorzinho.

Eu sempre sonhei com um amor antigo... um amor amigo... com um tremendo e infinito carinho...
Mas um amor assim só mesmo em sonho, pois na real, o que comanda um casal é só a relação sexual...
Eu queria viver diferente, ser tratada como gente, gente que sente e que se fosse correspondida... viveria de uma forma envolvente...
A maioria das pessoas não são bem assim... elas são até ruins e em seus atos carnais, usam a palavra amor, sem ter a conscientização que para fazer amor... é preciso sentir amor... sentir emoção e só se emociona o coração, se antes for vivida uma paixão...
E a cada dia que passa, a realidade me arrasta a uma triste conclusão: transa... relação... tesão e que se dane o coração...
Pra mim não da pra viver assim... sou romântica, sou carente, sou como pouca gente, que sabe o verdadeiro sabor de quando se vive um verdadeiro amor...
Tento de todo jeito... consertar esse meu defeito... mas dentro do meu peito... bate mais forte meu coração... e eu vejo com grande decepção que não existe emoção... acho que esse mundo... não é o meu não...
Eu queria ser amada com paixão, mas na real que decepção... o que comanda esse mundão é só o tremendo tesão...
Carinho quase não se tem e o que é que há afinal? Vivemos em um mundo animal, penso até por vezes que eu é que não sou normal...
E em minha cabeça brota... sou uma tremenda idiota... e diante de tanta coisinha... devo me assumir "sozinha"!!!
E o que fazer com o meu coração???
- Ora...fechar sua portinha e viver pra sempre sozinha!!!

Célia Piovesan

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Limpando o orkut

“Sei muito bem o que é, desde que ninguém me pergunte; mas quando me pedem uma definição, fico perplexo” Snt. Agostinho.

"Pensar em uma pessoa que se ama é rezar por ela" (Santa Teresinha do Menino Jesus)

Quando digo o que eu sou, de alguma forma eu o faço para também dizer o que não sou. O "não ser está no avesso do ser", assim como o tecido só é tecido porque há um avesso que o nega, não sendo outro, mas completando-o. O que não sou também é uma forma de ser. Eu sou eu e meus avessos. (Quem me roubou de mim?, pg 22. Fábio de Melo)

Teu Segredo
Flores envenenadas na jarra. Roxas azuis, encarnadas, atapetam o ar. Que riqueza de hospital. Nunca vi mais belas e mais perigosas. É assim então o teu segredo. Teu segredo é tão parecido contigo que nada me revela além do que já sei. E sei tão pouco como se o teu enigma fosse eu. Assim como tu és o meu.
Clarice Lispector