segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Momento poético

AUTOPSICOGRAFIA

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.

Fernando Pessoa

sábado, 29 de janeiro de 2011

Já me enganei,

sobre muitas pessoas e também me enganei sobre mim mesma. Já disse nunca mais e fiz tudo de novo. Já pensei que fosse pra sempre e nem percebi quando acabou. Sim, errei muito e erro sempre. Machuco quem não deveria e me decepciono com aqueles que eu mais amo. Já escrevi e não mandei, já disse te amo quando deveria dizer 'te quero bem' e já quis dizer te amo e no lugar disse apenas "eu gosto de você". Sei exatamente o que quero fazer daqui a 10 anos, mas não sei que roupa vou colocar amanhã. Não lembro o que comi ontem, mas lembro exatamente de cada palavra de carinho que já ouvi. Sinto saudade do que não tive, sinto falta até mesmo de quem esta perto de mim. Posso amar sem ser notado, posso morrer de ciúmes e mesmo assim conseguir sorrir, posso esquecer quem me deixou triste, mas não esqueço jamais de quem me fez feliz.

Comunidade do Orkut "Já me enganei,"
Dono: Myleena Cristine

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Bagunça não, campo fértil para criações

Estava pesquisando sobre tingimento natural e encontrei a seguinte frase: "Primeiro: bagunça é psicológico. Uma bagunça com objetivo não é mais bagunça, mas um campo fértil para as suas criações…" (fonte: Salto Quântico).
Até parece meu quarto. Mas como ele diminuiu de tamanho, não consigo achar nada na minha bagunça, antes eu conseguia, quando morava num apartamento. Agora em casa não acho mais nada. Mas também meu quarto diminuiu de tamanho. E olhe que tecnicamente o quarto de uma casa deveria ser maior do que de um apartamento. Mas no meu caso, foi justamente ao contrário.
Agora não quero mais ouvir que meu quarto está bagunçado! Bagunça é psicológica!

domingo, 23 de janeiro de 2011

Sobre os grandes ideais

O meu coração vai ao encontro daquele coração que neste momento se sente abandonado, sozinho, sem esperança, sem vida. A minha palavra segue na direção daquele coração que sofre.
Junto-me àqueles que sentem uma dor do passado. A dor de uma perda. A dor de uma rejeição. A dor de um fracasso. A dor de uma injustiça. A dor de uma ausência.
Coloco todo o meu amor em cada palavra, pois o amor tem o poder de curar. Lembro-me com saudade da infância, quando a gente, brincando, caía e se machucava. Todos tínhamos a mesma reação: voltar correndo na direção da mãe. E quantas vezes a mamãe dizia: “Vem cá, vou dar um beijinho e vai sarar. Pronto, já passou. Pode voltar a brincar”.
Até hoje eu me pergunto sobre o poder que havia naquelas palavras. Como num passe de mágica a dor ia embora e a gente voltava a brincar alegremente.
Passei a acreditar que a palavra nascida de um coração que ama pode ser o bálsamo que acalma e alivia a dor. Com a mesma ternura que eu ouvia aquelas palavras na infância, hoje quero lhe dizer: “Pronto, já passou. Volte à vida”.
Talvez você tenha perdido muito tempo com lamentações, tido muitas noites maldormidas atormentado pelas suas preocupações e amedrontado pelos seus fantasmas interiores.
Hoje é o dia de voltar à vida. Despedir-se de tantas culpas do passado. Todo mundo erra, e quem não errou que atire a primeira pedra, como já disse Jesus. Comece a dar o primeiro passo: perdoe a si mesmo. Não importa o tamanho da sua culpa, dos seus erros, há um amor maior que tudo, capaz de invadir seu coração e devolver-lhe a vida. Dar o perdão a si mesmo é se dar o direito de sorrir novamente. E é preciso paz interior para poder sorrir de verdade.
Deixe de lado o pessimismo. Abandone todo pensamento de derrota. Não consuma mais os seus dias com sentimentos mesquinhos. Busque grandes ideais. Inspire-se no poema de dom Helder Câmara: “Gosto de pássaros que se enamoram das estrelas e caem de cansaço em busca delas. Nada de ideais ao alcance das mãos”.
Em outras palavras, nada de coisas fáceis. Busque na vida coisas que valham a pena. Gaste as suas palavras com conversas que edifiquem, com diálogos que construam. Não perca nenhum dia da sua vida com mesquinharias.
Busque fazer o bem a cada momento. Faça com muito amor o que tem de ser feito. Doe o melhor de si aos outros. Não pense pequeno. Não viva fazendo críticas. Não viva julgando os que estão mais próximos de você.
Estenda a sua mão. Faça o seu trabalho com amor e dedicação. Não dê ouvidos às más notícias. Espalhe informações positivas. Fale boas palavras. E jamais, em momento algum, se canse de conjugar, diariamente, em todos os modos e pessoas, o verbo amar.

(Reprodução do primeiro capítulo do livro "A vida é feita de escolhas" de autoria de Dalcides Biscalquin, paulista de Piracicaba, ex-padre, 43 anos, hoje casado, o autor é mestre em Comunicação, licenciado em Filosofia e bacharel em Teologia, já foi gerente de marketing da TV e Rádio Cultura e atualmente é professor em duas faculdades de São Paulo, além de produzir e apresentar programas de rádio e televisão.)

Só mesmo Clarice

Clarice Lispector me compreende e sempre escreveu aquilo que sinto e penso e não consigo por em palavras.

"No fundo sou sozinha. Há verdades que nem a Deus eu contei. E nem a mim mesma. Sou um segredo fechado a sete chaves."

"Basta receber um telefonema ou lidar com alguém que eu gosto e minha esperança renasce e fico forte de novo."

"Se não for pra me fazer voar bem alto, por favor, nem me faça tirar os pés do chão."

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Post 150

Quando me amei de verdade
Por Charles Chapin

Quando me amei de verdade, compreendi que em eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato. Hoje sei que isso tem nome... Autoestima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia e meu sofrimento emocional, não passam de um sinal de que estou indo contra minhas verdades. Hoje sei que isso é... Autenticidade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para meu crescimento. Hoje chamo isso de... Amadurecimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo forçar alguma situacão ou alguém, inclusive a mim mesmo, sòmente para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou que a pessoa não está preparada. Hoje sei que o nome disso é... Respeito.
Quando me amei de verdade, comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável. Pessoas, tarefas, toda e qualquer coisa que me pusesse para baixo. Inicialmente, minha razão chamou a essa atitude de egoísmo. Hoje sei que isso se chama... Amor próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer meu tempo livre, desistí de fazer grandes planos e abandonei os projetos megalômanos para o futuro. Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo. Hoje sei que isso é... Simplicidade.
Quando me amei de verdade, desistí de querer ter sempre razão e, dessa maneira, errei menos. Hoje descobri a... Humildade.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro. Agora, mantenho-me no presente, que é onde a vida acontece. Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é... Plenitude.
Quando me amei de verdade, percebi que a minha mente pode atormentar-me e decepcionar-me. Mas, quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada. Tudo isso é... SABER VIVER!

“Não devemos ter medo dos confrontos, até os planetas se chocam e do caos nascem as estrêlas”

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Este ano cuidarei de mim

Este ano vou cuidar mais de mim. Cuidar da minha saúde, da minha beleza, do meu espírito, do meu futuro profissional, cuidar do relacionamento com meus amigos. Ser mais adulta e responsável. Já não sou mais tão criança. Quero ser independente, ter opinião própria, pensar por mim mesma. Mas principalmente ser uma mulher culta, elegante e chic. E claro, sexy quando for preciso.
Este ano vou me amar e amar os outros. Não ficar pensando que sou a coitadinha que todo mundo manda e desmanda. Quero fazer acontecer. Quero deslanchar. Quero sonhar. Quero seguir minha vida do jeito que penso ser o certo. E se meu caminho cruzar com de alguém, será maravilhoso!

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Hoje o dia vai ser longo...

Estou vendo que o dia vai ser longo hoje. Estou muito nervosa e ansiosa. Meus planos para sexta-feira, podem ter ido por água abaixo.
Esperando respostas. Esperando comentários. Esperando que tudo dê certo.
Pelo menos não tive pesadelos hoje. Mesmo tendo visto um filme de vampiros. Dissimulados, maldosos, sem escrúpulos, sem se importar com a vida humana, assim como os humanos não se importam com o gado, porco e outros animais que comem.
Não sei se conseguirei me concentrar hoje no estágio, mas vou fazer um esforço.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Vazio

Descobri que posso ser forte. Mas não quero ser forte. Quero poder chorar quando sinto necessidade. Talvez eu não seja forte, talvez essa seja uma fraqueza minha. Deveria me abrir pras outras pessoas. Mas, não sei. Depois de tudo que me aconteceu, na minha vida inteira, não tenho muita coragem disso.
Descobri que ando escrevendo demais, porque definitivamente estou meio mal. Estou pensando em criar uma mentira a mim mesma, para que eu possa superar isso. Porque doi demais. O vazio. Já estou cansada de sentir. Havia passado, mas depois voltou. Em junho começou a sumir e no final de novembro voltou. Estou o tempo inteiro tentando me distrair, permanecer ocupada o tempo inteiro, mas estou de férias até domingo. Daí, volto ao meu estágio, mas até lá o que eu vou inventar? Não estou mais conseguindo me consentrar pra ler. Meu livrinho de passatempos está acabando e eu gosto de fazê-lo na praia. Apesar de que fiz bastante deles aqui no apartamento. Temos saído e feito muitas coisas, mas ainda assim tem momentos em que posso pensar e eu não quero. Começo a imaginar coisas que me magoam, que me deixam triste, porque são coisas que não sei se voltaram a acontecer.
Bom, eu tenho que superar, seguir em frente ou só vou me magoar, afundar-me no vazio. E eu não posso deixar que isso aconteça, mesmo que pareça ser mais fácil, só deixar o vazio entrar.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Praia e água-viva, uuuuuui!

Ontem estava sem internet. Como não temos telefone aqui, dependemos da internet wirless de outras pessoas. E ontem a conexão estava muito ruim, não conseguia acessar. Mas hoje deu. Talvez fosse a umidade, sei lá (porque aqui estava chovendo).
Ontem foi o primeiro dia que não fomos à praia (além, é claro, do dia em que chegamos). Mas no meio da tarde fomos ao Floripa Shopping. Lá eu queria muito ir à loja ScrapMundi para comprar algumas coisinhas de scrapbook. Quero mandar ver na minha criatividade, quando voltar pra Joinville. Mas primeiro, tenho que terminar de arrumar meu quarto, terminar o faxinão que estava fazendo antes de viajar.
Ah! Também comprei um vestido, mais três meias e três gibizinhos da Luluzinha... Hahahaha... Tenho que parar de gastar! Urgentíssimo! É melhor entoar um mantra pra mim não ficar gastando tanto. Vou me controlar, vou me controlar...
Hoje deu o maior sol aqui. Graças a Deus! Depois que chegamos à praia e passamos protetor solar, fomos caminhar. Tomei um banho bem gosto na praia Jurerê Internacional. Pena que tive que sair correndo. Avistei uma água-viva, depois vi outra. Nunca havia visto águas-vivas na praia de Jurerê, principalmente que a água é fria e normalmente elas buscam águas quentes, nesta época do ano, para se reproduzirem, por isso elas vem na beira do mar, na praia.
Nooooossa! Nunca saí tão rápido do mar. E quando saí eu estava tremendo. Entrei em pânico quando as vi. Quando só tinha visto uma delas, ia avisar à minha mãe que ia sair e sairia tranquilamente, mas quando vi mais de uma comecei a entrar em pânico. Ainda bem que meu instinto de sobrevivência foi mais esperto e me fez sair da água correndo. Até minha mãe gritou pra mim sair correndo dali. Fiquei com umas bolinhas de alergia, mas que agora já estão sumindo. E isso que eu nem encostei nelas. Imagina se tivesse encostado! Só de pensar já me deixa nervosa.
Fiquei tremendo por um bom tempo. Tentei fazer uns passatempos, estava difícil de tanto que eu tremia, mas pelo menos consegui distrair a mente pra poder parar de tremer.
Pensando nisto, até comecei a tremer um pouco. Mas já passou. Parece até exagero, mas não é pra quem tem alergia. Da primeira e última vez que encontrei uma água-viva, foi horrível! Arde, coça e com minha alergia fiquei paralisada, tremendo de frio num calor de 40 graus, vomitando e sonolência. Horrível! Tive sorte por ter um médico na praia. Ele que aplicou uma injeção em mim, na farmácia. =/
Que coisa!

domingo, 2 de janeiro de 2011

Caminhando e cantando e seguindo a canção...

Desde que chegamos na Ilha da Magia, dia 29 de dezembro, o tempo não tem ficado um dos melhores. Mas até que tem dado para aproveitar. Caminhamos na Beira Mar Norte de manhã. Adoro aquela pista pra caminhar, é uma delícia! E a tarde, fomos no Shopping Beira Mar. Comprei umas meias soquetes e uma pro meu celular, bem fofa da Mônica!
Dia 30/12 fomos pra praia de manhã, tinha sol, mas não estava quente, por causa das nuvens e vento. No final da tarde, fomos passear pelo centro, achei uma sandália pra mim e comprei também uma cadeira de praia pra não ficar sentando no colo da minha mãe, que é horrível.
Dia 31/12 fomos pra praia de manhã, o tempo não estava muito bonito, mas deu pra aproveitar pra caminhar como sempre. Dormimos a tarde toda. Passamos a virada do ano na Beira Mar Norte. Foi muito bonito, bem emocionante.
Dia 01/01 fomos pra praia de manhã, enquanto íamos pra praia choveu bastante, mas a chuva estava localizada nos morros da Ilha, então quando chegamos à praia... SURPRESA! Havia sol! Até me queimei e olhe que passei protetor solar número 30. Mas desconfio que na parte onde queimou, eu tenha esquecido. Tomei um belo banho de mar, apesar de ter levado uma onda na cara. Mas foi muito estranho porque eu furei uma onda e quando virei a cara pra areia da praia levei uma onda contrária na cara. Eu nunca ia esperar por isso. No finalzinho da tarde fomos caminhar na Beira Mar Norte. Meu pai e eu fomos na frente, enquanto meus tios (Drica e Jeferson), meus avós e minha mãe iam atrás, BEM mais atrás. E eu escutava o meu pai falando besteiras engraçadas e músicas da Regina Spektor. Foi muito bom! Amo caminhar!
Dia 02/01 fomos pra praia de manhã, o tempo estava feio, mas deu pra aproveitar pra caminhar e resolver da revista Coquetel os passatempos Numerox, Torto e Problema de Lógica. O passatempo Torto foi a família inteira tentando resolver. O Problema de Lógica no começo minha mãe e eu, mas no final quem terminou foi eu. Ganhei uma revistinha Coquetel Criptex nível médio pra mim fazer na praia. Adoro criptex, numerox, cruzadox, dominox, duplex, criptocruzada, sudoku, torto e recentemente descobri que é legal fazer problema de lógica. Estou exercitando minha mente. Pena que só paro pra fazer isso nas férias, é quando tenho tempo e não tenho nada pra fazer.
Então, continuo caminhando e cantando e seguindo a canção da minha vida. Tocando ela em frente, apesar dos pesares. A vida sempre continua, pois ela não para.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Feliz olhar novo

O grande barato da vida é olhar para trás e sentir orgulho da sua história.
O grande lance é viver cada momento como se a receita de felicidade fosse o AQUI e o AGORA.
Claro que a vida prega peças. É lógico que, por vezes, o pneu fura, chove demais..., mas, pensa só: tem graça viver sem rir de gargalhar pelo menos uma vez ao dia? Tem sentido ficar chateado durante o dia todo por causa de uma discussão na ida pro trabalho?
Quero viver bem! Este ano que passou foi um ano cheio. Foi cheio de coisas boas e realizações, mas também cheio de problemas e desilusões. Normal. As vezes a gente espera demais das pessoas. Normal. A grana que não veio, o amigo que decepcionou, o amor que acabou. Normal.
O ano que vai entrar vai ser diferente. Muda o ano, mas o homem é cheio de imperfeições, a natureza tem sua personalidade que nem sempre é a que a gente deseja, mas e aí? Fazer o quê? Acabar com o seu dia? Com seu bom humor? Com sua esperança?
O que desejo para todos é sabedoria! E que todos saibamos transformar tudo em boa experiência! Que todos consigamos perdoar o desconhecido, o mal educado. Ele passou na sua vida. Não pode ser responsável por um dia ruim... Entender o amigo que não merece nossa melhor parte. Se ele decepcionou, passe-o para a categoria 3. Ou mude-o de classe, transforme-o em colega. Além do mais, a gente, provavelmente, também já decepcionou alguém.
O nosso desejo não se realizou? Beleza, não estava na hora, não deveria ser a melhor coisa pra esse momento (me lembro sempre de um lance que eu adoro): CUIDADO COM SEUS DESEJOS, ELES PODEM SE TORNAR REALIDADE.
Chorar de dor, de solidão, de tristeza, faz parte do ser humano. Não adianta lutar contra isso. Mas se a gente se entende e permite olhar o outro e o mundo com generosidade, as coisas ficam bem diferentes.
Desejo para todo mundo esse olhar especial.
O ano que vai entrar pode ser um ano especial, muito legal, se entendermos nossas fragilidades e egoísmos e dermos a volta nisso. Somos fracos, mas podemos melhorar. Somos egoístas, mas podemos entender o outro. O ano que vai entrar pode ser o bicho, o máximo, maravilhoso, lindo, espetacular... ou... Pode ser puro orgulho! Depende de mim, de você! Pode ser. E que seja!!!
Feliz olhar novo!!! Que o ano que se inicia seja do tamanho que você fizer.
Que a virada do ano não seja somente uma data, mas um momento para repensarmos tudo o que fizemos e que desejamos, afinal sonhos e desejos podem se tornar realidade somente se fizermos jus e acreditarmos neles!

Carlos Drummond de Andrade

Um próspero ano novo e o livro do arrepio


Começou um novo ano. A festa de reveillon aqui em Floripa foi muito emocionante. Dava para sentir a energia boa da aglomeração.
Arrepiei-me toda. É uma boa. Escrever aqui tudo o que me arrepia (um arrepio bom como se eu tivesse me eletrizado ou carregado as baterias). Isso porque a arteterapeuta me aconselhou a escrever meu livro do arrepio, escrevendo tudo que me arrepia.
Arrepio-me com música clássica;
Com fogos de artifíceis na virada do ano;
Quando vejo a solidariedade das pessoas perante aquelas que necessitam de ajuda;
Um lindo filme com ou sem um final feliz;
Arrepio-me quando canto alguma música emocionante;
Arrepio-me quando vejo a força de um povo depois de uma catastrofe;
Arrepio-me com o toque leve da mão sobre minha pele.