segunda-feira, 27 de julho de 2009

Dúvidas, medos

Às vezes, fico me perguntando se sou uma escritora. Se escrevo, no mínimo, razoavelmente bem ou se estou apenas extravasando uma necessidade de me abrir, de desnudar-me ao mundo.
Às vezes, fico me perguntando se sou realmente uma mulher ou se sou um homem em corpo de mulher. Talvez esteja sendo boba.
Adoro conversar com as mulheres, mas são os homem que realmente me atraem. Seu mundo é um mistério para mim. Um mistério atraente e excitante. E ao mesmo tempo que sinto atração, sinto medo. Tenho medo deles. Do que eles podem fazer ou representam. Ameaça? Quem sabe?
Ao longo da história fomos sempre reprimidas, estupradas, pisoteadas, desprezadas pelos homens, a tal ponto de nos revoltarmos, acompanhado pelo medo. E o medo mata, destrói, corrompe e transforma uma pessoa racional em irracional. Antes que me torne uma pessoa assim, fujo. A melhor maneira que encontrei, é a fuga. Mas não é a melhor maneira. Talvez fosse melhor enfrentar o medo.
Medos. Tudo imposto a nós. Não nascemos com eles. É colocado em nós. Como um presente de grego. E como vencê-los? Tem gente que consegue. Mas se não consegues, faça como o ditado diz: "se não pode com ele, junte-se a ele". Um dia quem sabe...?