domingo, 27 de junho de 2010

As melhores mudanças são lentas

As melhores mudanças são lentas
autora: Carina Freitas da Rosa

Estou começando a baixar a guarda.
Estou começando a retirar as primeiras pedras do muro.
Estou tirando os primeiros espinhos de meu manto.
Estou num processo lento, mas eficaz de mudar,
deixar que os outros me conheçam melhor
e eu os conheça melhor também.

Abrindo meu coração

Às vezes, sinto-me como um fantasma. Parece que as pessoas não me vêem. E eu tenho que dizer: “Oi, eu estou aqui”. Às vezes me canso e entrego-me a este sentimento, como se eu fosse realmente um fantasma. Alguém que ninguém vê, ninguém nota ou sente falta, que não faz muita diferença.
Para ser sincera, duvido que as pessoas me conheçam. E nem fazem muita questão de conhecer. Alguns pensam que sou baladeira, por estar sempre agitando para fazermos algo (sair para comer, fazer festa, etc.). Mal sabem eles que faço isso para não ficar sozinha. Porque se eu ficar sozinha, sei que me entregaria a uma tristeza profunda e estou tentando sair dela. Faço-me de forte, mas sou fraca. Se eu fosse realmente forte, não estaria escrevendo estas palavras e nem derramando lágrimas em silêncio ao digitá-las.
Quantas vezes eu quis chorar e segurei-me. Quantas mentiras eu disse quando não agüentava mais segurar as lágrimas teimosas e insistentes. Vivo numa farsa muito bem elaborada por mim. Minto a todos descaradamente. Sou uma pessoa infeliz por isso, porque assim, não minto apenas aos outros minto a mim também. Tento apenas mostrar meu lado forte, meu lado cruel, meu lado bom, ingênuo e bobo. Mal sabem as pessoas que sou completamente diferente quando estou sozinha. Não mostro minhas fraquezas a elas. Não mostro meus medos, minhas inseguranças, minhas lágrimas, meus problemas. Guardo muita coisa apenas para mim. Este é um fardo só meu. É o meu anel do poder, e deve existir apenas um portador. Eu. Além do mais, as pessoas já têm seus próprios problemas, para que levar os meus também? É cada um por si e Deus por todos! E viva o capitalismo! (irônico, não?)
Afirmo agora o que já havia dito uma vez, num exercício de teatro em 2008: "é mais fácil receber críticas do que amor". Críticas, nós já estamos acostumados a receber, mas amor verdadeiro, não.

O que está em meu coração?

Sofro muita pressão para estabelecer uma relação a dois, por parte de familiares. Sei que eles querem o melhor pra mim. Mas isso machuca, deixa-me pra baixo, porque não consigo corresponder às expectativas deles. Meu coraçãozinho ama a todos de formas diferentes. Cada amor é único e especial para mim. Ainda não amei ninguém de uma forma mais especial que os outros. Talvez eu tente forçar demais por causa da minha família. Assim não conseguindo nada. Só me ferir.
Fechei-me há um tempo para o resto do mundo. Entrei dentro da minha bolha, do meu mundo. Chorava todos os dias, trancada sozinha em meu quarto. Comecei aos poucos a tentar voltar à realidade onde todos vivem, apenas com a força de vontade e uma centelha de esperança que a qualquer ventinho pode se apagar. É difícil viver nesta inconstante onda de sentimentos. Não quero me envolver com alguém neste estado. Não me sinto segura e nem preparada pra isso, pois vivo numa montanha-russa. Mudo muito rapidamente. Adapto-me as ambientes com muita facilidade e me acostumo com as situações em que vivo.
Pensei que estava curando. Que as cicatrizes estavam sarando. Talvez nunca sare. Talvez seja melhor assim. Talvez seja melhor ficar sozinha.
Às vezes, dá vontade de pedir para o mundo parar para que eu possa descer. Não agüento mais brincar neste gira-gira.

"A pior maldade é aquela que as pessoas fazem sem saber que estão fazendo" Carina Freitas da Rosa

Como se começa?

O começo sempre é muito ruim, pelo menos pra mim. É quando meus medos não permitem que eu haja naturalmente, que eu não faça coisas que tenho vontade de fazer. Como dar um beijo na boca de alguém que eu gosto muito, mesmos que seja só um beijo de amizade. Ou até mesmo dar um abraço. Às vezes, tenho vontade de dar aquele abraço em alguém, mas não do por vergonha. Mas vergonha do que? Vergonha do sentimento que tenho pela pessoa? Por que sentimos vergonha em demonstrar nossos sentimentos? Não deveria ser assim. Sei que é uma questão de herança cultural. E que é difícil quebrar esses paradigmas.
Resolvi este ano tentar quebrar certos paradigmas. Quero crescer. Quero evoluir. Não sentir mais medo de ser feliz, do que os outros vão pensar. Quero poder chorar abertamente, quando me der vontade. Quero poder gargalhar e sorrir quando me sentir feliz, sem me importar ou me incomodar com os comentários alheios. Quero poder ter amigos do sexo oposto sem que as pessoas comecem a dizer que são meus namorados ou que estou apaixonada por eles. Quero ter amizades sem interesse. Quero poder me abrir para os outros, mas eles não me permitem. Não me deixam ser quem sou.
Quero saber consolar o próximo. Quero poder ajudar as pessoas de uma forma especial, iluminando a vida delas. Quero viver sem saber o amanhã. Quero amar. Quero compreender. Quero sonhar. Viver do meu jeito. Não quero que os outros dêem palpite na minha vida. Quero caminhar com minhas pernas. Claro que tenho um ritmo muito mais devagar que as outras pessoas. É minha música que está tocando e a sigo conforme meu ritmo.
Quero aprender mais sobre mim e sobre as pessoas. Correr por aí. Ser eternamente criança. Fazer a diferença. Ser conhecida por fazer pequenas coisas de grande valor. Quero emocionar, tocar o coração das pessoas. Transformar o meu mundo num lugar mágico de se viver.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Palavras de Fernando Pessoa

Eu amo tudo o que foi
Tudo o que já não é
A dor que já não me dói
A antiga e errônea fé
O ontem que a dor deixou
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia.

Fernando Pessoa


Enquanto não superarmos
a ânsia do amor sem limites,
não podemos crescer
emocionalmente.

Enquanto não atravessarmos
a dor de nossa própria solidão,
continuaremos
a nos buscar em outras metades.
Para viver a dois, antes, é
necessário ser um.

Fernando Pessoa

Palavras de Pablo Neruda

Saudade

Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já...

Saudade é amar um passado que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida...

Saudade é sentir que existe o que não existe mais...

Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam...

Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
aquela que nunca amou.

E esse é o maior dos sofrimentos:
não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver.

O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.

Pablo Neruda

O Amor e o tempo por Carlos Drummond de Andrade

NÃO DEIXE O AMOR PASSAR

Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida.
Se os olhares se cruzarem e, neste momento,houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.
Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d’água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.
Se o primeiro e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um presente: O Amor.

Por isso, preste atenção nos sinais - não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: O AMOR.

Carlos Drummond de Andrade

AS SEM-RAZÕES DO AMOR

Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

Carlos Drummond de Andrade

CORTAR O TEMPO

Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.

Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente.

Carlos Drummond de Andrade

domingo, 20 de junho de 2010

2010

Vi no perfil de um amigo algo muito interessante. E resolvi fazer a mesma coisa, escrever uma lista com algumas coisas para eu fazer em 2010, não sendo obrigatório conseguir fazer tudo.

Como transformar um ano de merda no melhor ano da minha vida (versão 2010):

[ ] Passar direto na universidade
[ ] Trabalhar para ganhar meu próprio dinheirinho
[ ] Ter mais amigos homens
[ ] Ler pelo menos 20 livros
[ ] Amar e ser amada
[ ] Terminar de escrever pelo menos um livro
[ ] Manter as coisas em ordem (quarto, diários, trabalhos...)
[ ] Dar 3 festas (julina, aniversário, halloween)
[ ] Participar de concursos de moda
[ ] Enfrentar pelo menos um medo
[ ] Ser mais paciente com a minha amiga Fernanda Ortiz
[ ] Aplicar em mim os princípios do Personal Stylist
[ ] Atualizar meu site oficial

sábado, 19 de junho de 2010

Autobiografia como terapia

Estou seguindo o conselho do site personare, onde recebo meu horóscopo de acordo com meu mapa astral e comecei a fazer um trabalho de autoajuda comigo mesma. Estou escrevendo minha autobiografia. Não sei se um dia o publicarei, porque está muito ruinzinho. Mas está me ajudando pra caramba! Talvez com uma boa revisora, resolva o problema. Mas por enquanto é só para me ajudar a superar traumas que, às vezes, nem percebo que tenho. Muitas coisas que estou escrevendo é de coisas que minha mãe (e outras pessoas também) falou sobre mim quando eu perguntava como eu era quando criança. E outras é claro são de lembranças minhas. Meio apagadas e confusas, mas enfim.
Bom, é isso!

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Tema da coleção da minha equipe

Esta poesia escrevi como forma de colocar o tema da coleção que minhas amigas e eu estamos desenvolvendo nas aulas de projeto de moda II.

Jardim secreto da alma
por Carina Freitas da Rosa

Sou o que sou.
Sou a essência.
Sou a criança que chora.
Sou o velho que ri.
Sou a beleza de uma flor seca.
Sou a lembrança das cartas
amareladas com o tempo.
Sou os dias que passam,
os aromas que mudam,
os lugares que transformam.
Sou a recordação dum momento,
a saudade que brota no peito
e que escrevem sua história.
Sou o jardim secreto de sua alma.
A maleta, o baú, a caixinha
abertos em tempos em tempos
para despertar sentimentos adormecidos.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Hahahahaha... Hilário!

Estava dando uma olhada nos blogs que sigo e percebi que nunca havia lido um texto sequer do blog Caras como eu - romance em conteúdo expresso. Daí, estava dando um olhada nos melhores textos e me deparei com um que é eu escrachaada, Por que tu não tem namorado. Também li o texto O que ela queria realmente, muitas mulheres agem assim. Eu também, de certa forma. Sou medrosa, confesso! Quero (dizer ou fazer) uma coisa, mas não digo! Talvez seja por isso que os homens nos acham tão complicadas e neste ponto devo dar razão aos pobres coitados. Nós, mulheres, não somos fáceis! Assim, vale qualquer coisa romântica para conquistar a pessoa amada.

terça-feira, 15 de junho de 2010

A vida

A vida é rodeada de incertezas. Desde o momento em que acordas pela manhã, já estás na incerteza de saber o que aguarda o seu dia. Se sofrerá algum acidente, se presenciará um assalto ou se receberá uma notícia não muito agradável, não sabemos, não temos a certeza de como será nosso dia. Uma breve noção, pode ser. Mas não sabemos com quem casaremos ou com quem ficaremos até o fim de nossa vida. De repente, podem se divorciar. A vida é uma constante incerteza. Penso que é isso que a torna tão especial e divertida. Não saber o futuro, trás ao presente um sabor diferente. Não sabendo o que acontecerá, só nos ajuda ainda mais a aprender lições valiosas para a vida. É importante a incerteza, assim como é importante ter certeza. A vida é feita de dualidade. Dos opostos que se equilibram numa perfeição divina.

sábado, 12 de junho de 2010

O homem que toda mulher sonha em ter

Como é dia dos namorados, escreverei sobre o tema amor, a incompreensão dos homens ao universo feminino e a idealização do homem perfeito que toda mulher sonha em ter.
Os homens sempre dizem que não entendem as mulheres. O que elas gostam? Bom, nesta postagem vou dar algumas dicas sobre qual é o homem perfeito na visão das mulheres.
Mulheres gostam de homens: cultos, gentis, românticos (que dêem flores, chocolates, enviam cartinhas, etc), cavalheiros, que saibam cozinhar (é muito charmoso e sexy um homem na cozinha).
O pior, é que a maioria dos homens, aqueles que se fazem de machões (que no fundo, no fundo, são uns idiotas), pensam que esse tipo de homem só poder ser uma bichona. E cada vez que uma garota suspira por um Edward (da saga Crepúsculo) ou por um senhor Darcy (em Orgulho e Preconceito ou em O Diário de Bridget Jones), nada de dizer que ele é gay para se fazer de machão. Isso só vai atestar que você é um arrogante insensível que não compreende as mulheres e de fato não compreende mesmo, se pensa que esse tipo de homem só pode ser gay. Porque existem muitos poucos homens que são assim. Esses são raríssimos! E toda noite alguma mulher, em algum lugar, está sonhando e suspirando por esse tipo de homem. Às vezes, ela até se conforma e casa com um machão. Mas ela dorme pensando neste homem gentil e delicado (é delicado e não afeminado! que fique bem claro isso!).

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Elegância de comportamento

Nesta minha centésima postagem (uhul! \o/), dedicarei-me a relatar sobre a elegância de comportamento. Por que escolhi tratar sobre isso? Porque é uma coisa que venho tentando trabalhar em minha pessoa. Quero ser elegante em meu comportamento diário. É uma elegância desobrigada. Que parte de mim. Um simples obrigado por uma gentileza. Um sorriso ao encontro de olhares. Elogiar mais do que criticar. Escutar mais do que falar (bom, isso eu já faço! adoro ouvir as outras pessoas, menos quando essa pessoa é uma amiga minha que só fala coisas negativas e que me irritam ou a minha irmã que só sabe reclamar). E quando falar, passar longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca. Ser uma pessoa que não sente prazer em humilhar as outras. Ou alterar a voz em qualquer situação. Ser pontual (eu sempre tento chegar na hora ou antes mesmo, mas, às vezes, acontece de eu não conseguir, o que eu não gosto). Não ser espaçoso demais. Não falar de dinheiro em papos informais. Se importar com os sentimentos dos outros. Oferecer ajudar, olhar nos olhos, conversar, ser simpático e verdadeiro. Ser tolerante e paciente. Saber expor suas opiniões de forma clara e coesa. Saber se controlar perante as diversidades da vida. Ou seja, ser sábio e inteligente.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Eu

Descobri que não sirvo para o mundo da moda. Não tenho boa memória e meu cérebro não funciona tão rápido quanto esse universo pede para que funcione. Reter tantas informações, não é o meu forte. Por isso escrevo minhas lembranças, porque, senão, eu acabo esquecendo. Talvez seja uma forma de autopreservação. Imagina se eu lembrasse tudo. Viveria reclamando, "ah, por que não fiz isso", "por que não fiz aquilo" ou "por que fiz isso", "por que fiz aquilo". Esqueço para não sofrer. É muito sensato isso, se fores pensar bem no assunto. Além de que, muitos no ramo da moda são meio que arrogantes, esnobes e estúpidos. Sinto-me mal perto dessas pessoas. Apesar de que existem algumas poucas pessoas que não são assim e tentam passar para o resto do mundo e principalmente a estudantes de moda, que devemos mostrá-la de uma outra forma, com um outro olhar. Mas está difícil!
Sou diferente das pessoas. Gosto de ser assim. Parece que sou aérea ao mundo a minha volta, mas ao mesmo tempo capto as coisas. As pequenas coisas. Uma borboleta, por exemplo. Divago, no meu próprio mundo e acabo ficando alheia ao resto. Não que eu seja avoada e irresponsável. Sou mais responsável do que muita gente. Sou bastante medrosa também. Mas este ano estou tentando mudar isso. Estou conhecendo outras pessoas. Pessoas interessantes ou nem tanto. Mas conhecendo. Deixando-os entrar em minha vida, deixando que me conheçam.
Adoro isso! Vencer meus medos internos. É uma aventura! Algo inusitado e diferente! E quando supero o medo, é uma conquista sem igual! Não tenho palavras para descrever o quanto é boa a sensação.
Mas devo confessar que antes da minha adolescência (ou aborrecência), eu era uma menina muito aberta a travar novos conhecimentos. Para mim, era muito fácil criar novos laços de amizade. Estou voltando a ser assim. Depois de uma adolescência conturbada, volto a minha essência.