sexta-feira, 28 de março de 2008

Orgulho&Preconceito

No feriado de Páscoa, minha mãe e eu alugamos alguns filmes. Dentre eles, o filme "Orgulho e Preconceito". É um filme encantador, a qual vale a pena assistir. Achei-o maravilhoso!
Elizabeth, personagem central do filme, lembra-me muito a mim mesma. Ela lê enquanto caminha, rindo no final e com um olhar sonhador assim que termina o livro. Gosta de rir, de caminhar e dançar. Sonhadora, acredita num amor verdadeiro e não em um casamento arranjado.
Ela possui uma beleza rara, assim como Mulan, diferenciando-a de outras mulheres. Uma beleza escondida perante aos olhos, mas que é vista pelo coração. É uma beleza em que poucos apreciam ou tem como a liberdade, o romantismo e o respeito mutuo. Além de uma qualidade impressindível numa pessoa, que se perdeu durante muitos séculos ou que talvez nunca tenha existido ou poucas pessoas a tem, que é a honra.
A personagem também é possuidora da graciosidade e destreza que aumentam ainda mais suas qualidades de mulher, a qual poucos notam, pois somos sutis em nossa beleza interna e que mal pode ser vista aos olhos nus.

sexta-feira, 21 de março de 2008

Ah, se arrependimento matasse...

Se arrependimento matasse, eu passaria a me arriscaria mais. Tentaria não cometer tantos erros. Pensaria duas vezes antes de cometer qualquer besteira ou loucura. Pediria desculpas depois de uma briga, antes que me arrependesse de ter brigado. Não levaria as coisas tão a sério. Não me incomodaria com o que as pessoas pensam sobre mim. Deixaria todos os meus trabalhos em dia e em ordem pra que possa sobrar tempo pra cuidar de mim mesma e daqueles que amo.
Olharia a humanidade com outros olhos despertando o melhor de cada um. Rezaria mais e com melhor intensidade para que Deus possa me ouvir e atender meu pedido de filha, mesmo que fosse um pedido quase impossível, pelo menos saberia que Ele me escutou. Ajudaria as pessoas a minha volta sem distinção de etnia ou cor ou poder socioeconômico e sem me preocupar em ser aceita e bem recebida por eles ou não.
Jogaria-me de cabeça na vida e viveria cada momento como se fosse o último. Pararia de fazer apenas coisas que me mandam fazer e faria mais coisas que gosto de fazer. Dançaria conforme a música, não me importando o que os outros pensaram de mim. Se pensarem que sou louca, deixem que pensem assim, pelo menos sei que sou feliz e que amo minha vida como ela é.
Andaria na corda bamba pra nunca saber o que vai me acontecer no dia de amanhã para que minha vida não se torne previsível como que se tornando uma grande festa surpresa. Aprenderia a contar piada para deixar a vida dos que me cercam e que amo muito mais alegre e feliz.
Sonharia mais e faria com que os meus sonhos tornassem realidade, não os deixando apenas em meus pensamentos. Amaria mais e diria sem medo o quanto te amo e o quanto desejo estar sempre perto de você, junto contigo a seu lado na alegria e na triste, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza pro resto de minha vida e de minha existência.
Se arrependimento matasse, eu viveria de uma forma totalmente diferente do que vivo hoje. Se arrependimento matasse, provavelmente muitos não estariam vivos neste momento, inclusive a mim.

Carina Freitas da Rosa

domingo, 16 de março de 2008

O mar e o amor

Estava a rever coisas do passado e me lembrando do dia em que estávamos na praia, o dia nublado e o mar agitado. As primeiras gotas de chuva começaram a cair. Quis ir pra casa, mas tu ficaste imóvel, olhando o mar e sentindo a chuva bater sobre o rosto. Fiquei observando-o, e como que adivinhaste meu pensamento olhaste pra mim com um sorriso doce nos lábios me reconfortando como se disseste que estava tudo bem. Ficamos, então, embaixo da chuva, na frente do mar, amando-nos.
Nesse dia descobri a semelhança entre o amor e o mar. O mar é tão profundo e misterioso quanto o amor. Não se sabe aonde eles podem nos levar. Talvez para terras longínquas, talvez para uma baia calma e tranqüila ou até mesmo para grandes tempestades, onde se necessita de boas pessoas para navegar. É difícil saber, sem ao menos experimentar.
O amor é imenso e eterno, assim como o mar. E ambos são cegos e refletores, transformando tudo o que está a sua volta, afetando as pessoas, fazendo-as ver o mundo com outros olhos, de uma forma totalmente diferente e colorida.
O mar nos encanta e contagia, nos traz alegria e ao mesmo tempo tristeza por quem nos machuca, sem saber ou querer. Assim como o amor, com sua beleza e frescor, mas nos amedronta com nossas dúvidas e incertezas de um amanhã que não se sabe o que acometerá, pois podemos cair num redemoinho difícil de sair, acabando de mãos atadas, sem saber o que fazer ou como agir.
Note o quão semelhantes são e o quanto o mar é belo, assim como o nosso amor. Os dois sempre se curvam diante daqueles que esperam para viver na pureza e na sinceridade do amor e do mar.
Estava pensando em nosso amor e lembrei-me do mar.

Carina F. da Rosa

quinta-feira, 13 de março de 2008

Sonhos, objetivos e aspirações para 2008

Todo final e/ou começo de ano pensamos em algumas metas, objetivos, sonhos que queremos realizar nos 365 dias (como esse ano é bissexto 366 dias). Lá vai papel e caneta para anotar tudinho e ao longo do ano tentar realizar ou simplesmente esquecemos na gaveta e quando vemos não realizamos nenhum ou apenas um ou outro. Isso pode parecer deprimente, mas quando fazes um retrocesso de tudo que aconteceu durante o ano inteiro, percebes que apesar de não ter realizado o que tinhas planejado no começo do ano, conquistaste outros igualmente importantes para seu crescimento. Então, não fiques bravo consigo mesmo, quem sabe no próximo ano?
Havia escrito sobre desejos e aspirações, mas não havia se quer mencionado algo que eu desejasse ou aspirasse para o futuro. A minha lista de objetivos para este ano se resume a: terminar de escrever o romance que havia começado faz um bom tempo, publicar meus dois livros de poesia, terminar e publicar o livro de crônicas, trabalhar e aprender a cada dia uma coisa nova. Isso foi o que escrevi numa folhinha de papel, mas também quero pra este ano aprender a fazer molhos (principalmente strogonoff), brownie de chocolate, outros tipos de bolos (além da tradicional nega maluca e do bolo de cenoura).
Apesar de não ter conseguido arranjar um emprego, estou lutando para concretizar os outros objetivos e sonhos. É difícil, porque, às vezes, bate insegurança, preguiça, desanimo. Mas acredito que conseguirei concretizar alguns deles. E é isso que pretendo para este ano. Também estou pensando em outras coisas mais pessoais, mas por enquanto estou apenas investindo, para depois conquistar o coração de um rapaz.

Quem somos nós?

"Quem é o homem? Qual é seu 'papel' no mundo? E que mundo é este?" são algumas das perguntas que a professora de história da arte e da moda fez a nós, em sua aula. É meio constrangedor quando ela faz essas perguntas meio filosóficas, porque não sabemos como responder, temos que pensar mais profundamente, pesquisando no nosso inconsciente. Temos que refletir bastante, mas o tempo é curto. Mas isso é legal, porque nos coloca em posição de criticar, de fazer questionamentos, discutir e abrir nossas mentes para outras questões que nos diferenciarão das outras pessoas.
Voltando as três perguntas, minha equipe e eu ficamos pensando meio que individualmente. A gente não chegou a debater, propriamente dito, que era o objetivo principal, mas conseguimos formar uma opinião em conjunto.
Vou descrever aqui nossa opinião, mas com alguns comentários meus, entre parênteses.
Quem é o homem? O homem é um ser racional (mas nem sempre usa a razão) que possui consciência (apesar de agir sem um pingo de responsabilidade) de si no espaço (mesmo utilizando-se dele para benefício próprio), interagindo com o meio (poluindo, desmatando, devastando e extinguindo a fauna e a flora) em que vive, sendo sociável (matando seu semelhante por apenas cinco reais).
Qual é seu "papel" no mundo? Como um ser social é nosso papel fazer história (mesmo que ela não seja a das boas) e criar cada vez mais invenções ou aperfeiçoar as já existentes para um mundo melhor (o que raramente acontece, porque, nós sabemos muito bem que, muitas descobertas tiveram e dependem de grandes sacrifícios) que no fim se resume em buscar a felicidade (todos a buscam pensando que ela está muito longe, mas na verdade ela está na sua frente, é só parar para vê-la), e que através dessa busca descobrimos, inventamos e deixamos nossa marca no mundo (nem sempre é uma marca boa, mas, também, nem sempre é uma marca ruim).
Que mundo é este? O mundo em que vivemos, somos nós que construímos individualmente que somando atitudes em massa, resulta num todo, a qual chamamos de "lar" (por isso precisamos nos preocupar em cuidar muito bem dele para que possamos viver decentemente e dignamente).

domingo, 9 de março de 2008

Desejos e aspirações, o que dizer sobre isso?

Quando me perguntam sobre meus desejos e aspirações para o futuro, minha mente se apaga, fica completamente em branco. Sabe quando alguém te pergunta algo e momentaneamente não sabes o que responder?
Bom, é justamente o que acontece comigo. Não consigo pensar, em nada mais plausível, que caracterize meus sonhos e aspirações. Acabo sempre respondendo parcialmente ou as pessoas acabam interpretando de forma equívoca. Não sei se é porque não consegui me expressar direito oralmente ou se a pessoa viajou na batatinha legal. O que eu sei é que ocorre uma falha de comunicação e pensamento. O que, às vezes, pode acarretar em um comentário não muito agradável em relação ao que você disse ou escreveu ou desenhou (dependendo da forma como se expressou). É por isso que algumas pessoas não entenderam as obras de Pablo Picasso, mas vejam que agora ele é conhecido mundialmente pelas suas belíssimas obras e talento.
Então, não se desanime se uma única pessoa não te entender ou mais de uma, porque você pode se tornar um gênio em sua área. E tente analisar tudo por um prisma diferente. Como por exemplo, aconteceu comigo. Isso acontece com certa frequência irritante. Mas já me acostumei e vejo tudo de uma forma diferente, interpretando nas entre linhas como se houvesse uma legenda dublando as críticas das pessoas.
Digo tudo isso porque sei como as palavras podem machucar. Já tenho um mecanismo de autodefesa. Um mecanismo, a qual transformam as palavras ruins em boas.
Uma professora minha, a que perguntou sobre desejos e aspirações fez dois comentário à mim que não gostei muito, principalmente que para os outros ela fez comentários agradáveis e bons, menos pra mim. Pode ser mania de perseguição ou sei lá o que você esteja pensando, mas não gostei do comentário, que não foi uma vez só.
Esta eu pensando no que ela disse e traduzi suas palavras para algo mais agradável como uma crítica construtiva. E deu resultado.
Talvez ela queira que eu seja melhor do que isso o que apresentei até agora. Queira abrir meus olhos para ver as coisas por um ângulo diferente. Que desenvolva meu lado sensorial, perceptivo, intuitivo. Talvez ela queira me mostrar que preciso abrir horizontes, que preciso mudar de alguma forma para me tornar uma pessoa melhor e mais forte.
Pelo menos é o que li nas entre linhas. E foi a forma que encontrei para encarar a situação, sem ficar com raiva da professora ou achar que a professora está de marcação comigo (o que muitas pessoas fazem pra justificar seus próprios erros).
Em suma, não importa o que os outros digam, ouse sonhar e não tenha vergonha de seus sonhos (por mais bizarros que possam parecer) e nem de ser feliz.