terça-feira, 7 de abril de 2015

Sustentabilidade no mundo fashion

Sustentabilidade no mundo fashion
por Carina Freitas da Rosa

Já faz algum tempo que se vem ouvindo sobre a sustentabilidade. E é lógico que o mundo fashion não podia ficar fora dessa, sendo que a indústria têxtil é acusada de ser uma das indústrias que mais poluem o meio ambiente e gerarem LER (Lesão por Esforço Repetitivo) e outras doenças que acometem seus trabalhadores. Assim, muitas empresas querendo melhorar não só com a qualidade do produto, mas também atraindo a atenção de seus consumidores para questões ambientais e sociais, adotando algumas medidas de sustentabilidade.


A famosa marca Havaianas reaproveita as sobras de borracha resultantes da fabricação das sandálias para voltar a ser feita uma nova. Eles conseguem reaproveitar 90% da sobra, sendo os outros 10% restantes reaproveitados por outras indústrias.
Além desse reaproveitamento, a Havaianas firmou parceria com dois institutos que lutam em prol das causas socioambientais, o instituto IPE e o instituto Conservação Internacional.
Em 2011 lança para o verão 2011/12 a linha ECO, que além de serem feitas do reaproveitamento, apresentam estampas que mostram de que forma esse processo acontece e estampas de animais, as quais, dependendo do modelo, 7% das vendas serão revertidas aos institutos IPE ou Conservação Internacional. Confira mais informações sobre o projeto no próprio site Havaianas Ipê e para conhecer mais sobre a marca acesse: Havaianas.



A marca de camisaria de Blumenau, Dudalina, participa de vários projetos sociais e ecológicos nacionais e internacionais. Um desses projetos é o Projeto Geração de Renda, onde juntamente com o Instituto Sócio Ambiental Adelina Clara Hess de Souza, transforma as sobras de tecido, derivadas da produção de camisaria, em kits de retalhos doados para grupos de geração de renda. Com este projeto 35.049.100 quilos de retalhos deixaram de ir para o lixo, de 2007 a 2011.
A empresa também é associada ao Instituto Ethos (entidade que visa auxiliar as empresas a assimilar o conceito de responsabilidade social empresarial e incorporá-lo ao dia-a-dia da gestão) e ao Instituto Se Toque (entidade com vistas a fomentar políticas públicas eficientes na área de Saúde da Mulher). Além disso, a empresa demonstra seu apoio e empenho no desenvolvimento das práticas de responsabilidade social corporativa, tornando-se signatária de pactos empresariais (Pacto Global, Pacto Nacional, Empresa Limpa, Na Mão Certa), Metas do Milênio, ações comunitárias, ações junto aos fornecedores, entre outros.


O estilista Ronaldo Fraga, a qual possui uma marca com seu nome, não faz apenas moda, ele elabora discursos de emoção e vida em peças que vestem pensamentos sobre a pluralidade dos diversos cantos do Brasil. Assim, Ronaldo trabalha com uma moda atemporal, também conhecida como slow fashion, que traduzindo ao pé da letra seria “moda lenta”, ou seja, uma moda que não há tempo, pode ser usada em qualquer época que continuará sendo atual, principalmente pela utilização de técnicas artesanais, que são mais sustentáveis.


A marca da minha amiga Júlia Fusinato Jorge, Nangara Biojoias, é uma marca só com joias confeccionadas artesanalmente e com matéria-prima natural (fios de seda, pedras, madrepérolas, casca de coco, madeira, entre outros materiais nobres e naturais). Até mesmo o processo de tingimento é natural, onde o pigmento é retirado de elementos da natureza.


E não é só de roupa que vive a moda, mas também perfumes. A marca Perfume Organic que além de produzir perfumes orgânicos, sua embalagem é totalmente sustentável. Feita de papel de sementes de flores pode ser plantado.


A consultora de moda Chiara Gadaleta criou o Instituto Ser Sustentável com Estilo, buscando mostrar que é possível ter roupas, acessórios e outros elementos da moda de forma criativa, bonita e prezando pela sustentabilidade.
Existem muito mais marcas e os profissionais de moda que fazem sua parte, tentando minimizar seu impacto ambiental e se preocupam com causas sociais. E aí? Ainda pensa que a moda só tem lado “podre”?

Ps.: Visitem e conheçam também o Instituto Ecotece.

Publicado em 02 de Julho de 2012,
no blog Falar de Moda.

See you!

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